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Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

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Jornal de Notícias de 2008-12-27

“E o seu filho, de que tribo faz parte?

Cada década traz novas estéticas para as ruas, sintomáticas da globalização e de pólos culturais

Jovens aderem a tribos urbanas por se identificarem com um movimento ou para se destacarem dos demais. Novas tribos deixam de surgir da Europa e têm proveniências longínquas como a Jamaica ou o Japão.

Patrícia Neves, "Pih", tem 17 anos, Constança Nobre, "Conzt", tem 15, as duas amigas são emos há um ano e meio. Decidiram pertencer a este grupo porque " a maior parte dos adolescentes tem vergonha de mostrar as suas emoções, principalmente de chorar, os emos não", explicam.

A designação "emo" é a abreviatura do género musical emocore, " hardcore mas com letras sentimentais", resumem as amigas. Visualmente distinguem-se pela franja a tapar um olho, normalmente com o cabelo escuro e pelas suas roupas pretas combinadas com rosa, roxo ou branco.

As sapatilhas "All Star" cobrem os pés estudadamente cambados para dentro . Usam caveiras e estrelas salpicadas nas luvas, bandanas, bandoletes e nos imensos acessórios que envergam dos pés à cabeça. Ouvem " Fall out Boy" , "My chemical romance" e "Alesana" , o que dizem distingui-las dos outros adolescentes que "só ouvem drum `n`bass" . Os ídolos destas duas emos são Oliver Sykes, vocalista da banda "Bring me the Horizon" e Pete Wentz, baixista dos "Fall Out Boy". Gostam de ler e escrever poesia e são grandes fãs de Tim Burton.

As amigas emos afirmam "nunca ter tido problemas por causa do seu aspecto, mas dizem ser os `gunas e os metaleiros que mais as gozam, dizendo-lhes: " Vão-se cortar (apenas um mito) e que usam calças de pijama", gracejam.

Acusam também alguns "emos" de serem "fakes" e "posers" tudo porque apenas adoptam a moda, sem saber o que está por trás do movimento nascido nos Estados Unidos.

Diana Costa fala com a cadência de quem está de bem com a vida,"há cinco anos na pós-adolescência estava descontente com o Mundo e vi que a filosofia rastafari ia de encontro aos meus princípios e com tudo o que eu pensava da economia, do capitalismo e da falsa democracia. Como simbolismo decidi fazer as rastas", resume.

Para esta jovem a educação é a solução para a maior parte dos problemas da sociedade, "uma ideologia um pouco marxista" reflecte. Por isso mesmo estudou ciências da educação.

Para se ser rastafari "é essencial estar de bem connosco e com a Natureza", prova disso são os seus hobbies: a capoeira e o body board. A banda sonora como não podia deixar de ser é o reggae. Nesta filosofia é essencial "ser-se justo, ajudar o próximo e não passar por cima de ninguém", enumera. Não considera que a sociedade apenas rastafari fosse melhor "aprendemos sempre da diversidade e só a partir do errado vemos o certo", conclui esta adepta da ideologia vinda da Jamaica.

Joana Bárbara, Sara Gomes e Ana Maria Campos fazem parte da pequena comunidade de Lolitas portuguesas, uma moda que surgiu no Japão nos anos 80 tendo ganho mais relevo recentemente. Segundo Joana Bárbara, fundadora serão cerca de 20 os elementos portugueses que adoptaram esta moda vinda do Japão.

O estilo clássico de Lolita adopta elementos vitorianos e rococó. As cores utilizadas são tons de bege, vinho, verde-escuro, marfim o caso de Ana Maria Campos. O estilo Sweet Lolita usa cores mais claras como branco e azul, e laços gigantes como adornos, o género de Sara Gomes.

Elegant Gothic Lolita(EGL) é um tipo sub-estilo de moda Lolita criada pelo músico e estilista nipónico Mana, referente de Joana, o dono da marca Moi-même-Moitié. As roupas costumam ser mais discretas e refinadas do que as de uma Gothic Lolita.

O sonho de Joana Bárbara seria a recriação de uma linha de roupa EGL, com a utilização de elementos etnográficos portugueses. Para o efeito deseja "infectar o número máximo de pessoas possível com este gosto através da comunidade", graceja.

O estilo é como uma boneca de porcelana, variando entre o elegante e o infantil. As saias são rodadas sobre o comprimento do joelho,e não há decotes . Os cabelos são ou aos cachos ou com franja.

As adeptas deste estilo têm em geral a pele bastante clara e não são grandes fãs de se bronzear ao sol. Usam espartilho, "coullotes", meias com ligas e corpetes. Estas peças que parecem de Museu, não custam menos de 200 euros e vêm na sua maioria importadas do Japão: " o que com a crise económica se agravou porque o yen continua forte", lamenta Joana Bárbara.

Ana Maria Campos não só adopta a estética, como o estilo de vida : "não digo asneiras, toco harpa, gosto de fazer bordados e crochet". A reacção das pessoas diverge "as crianças ficam encantadas, bem como as pessoas de idade porque se lembram das suas infâncias", relatam.

Mas nem todas as pessoas são bem intencionadas. há quem diga "ó menina o Carnaval já acabou e também quem não entenda porque considera uma recessão para as mulheres", explicaram as Lolitas .”

 

Artigo copiado do site do JN

 

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