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Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

Códigos de vestuário e bullying – A minha opinião

 

Howdy little creatures!

 

Este post surgiu devido a este artigo. Há já um tempo que queria falar sobre este tema, e agora apareceu a oportunidade perfeita. Já li muitas notícias em que alternativos sofreram detenções devido à forma como se vestiam na escola. Isto é comum no exterior, cá não sei bem. Mas mesmo assim quis falar no assunto, dar a minha opinião, e aqui está. Vamos lá então:

 

Por várias vezes li que a existência de códigos de vestuário restritivos em certas escolas servem para reduzir o bullying. Isto porque, na opinião de quem os fez, se os alunos andarem vestidos de igual, não se diferenciando os alunos ricos dos mais desfavorecidos, não vai haver bullying. Deixem-me dizer-vos que tal é uma enorme parvoíce.

 

Infelizmente, retirar uma das possíveis “causas” do bullying, não vai fazer com que ele deixe de existir. Ou seja, mesmo que a pessoa não seja vítima de bullying devido à sua classe económica, pode vir a ser vítima por outros motivos, como por exemplo:

-Altura;

-Peso;

-Cor de pele;

-Cor de cabelo;

-Dificuldades de fala;

-Gostar de estudar.

 

Como podem ver, qualquer coisa pode servir como fonte de gozo e “boquinhas”. E qualquer pessoa que conhece o meio perceberia isso. Na minha opinião, estas escolas refugiam-se no código de vestuário, achando que não terão problemas. Isto para dizer que, caso ocorra bullying, a escola pode afirmar que fez tudo para o impedir. Ou pode nem acreditar pois, na ideia deles, fazendo os alunos parecerem clones é suficiente para evitar o bullying.

 

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 Bullying é assunto sério!

 

Na realidade, dá menos trabalho criar um código de vestuário que transforme todos os alunos em cópias uns dos outros, do que educar os jovens para o respeito e tolerância. É mais fácil criar novas regras do que mudar a mentalidade de alguém. Mudar mentalidades leva tempo, muitas vezes são precisos vários anos para mudar uma pequena coisa. É sempre mais fácil acrescentar mais uma norma a ser seguida do que fazer alguém pensar por si.

 

Um código de vestuário retira toda a individualidade aos jovens, numa altura em que eles estão a tentar descobrir-se a si mesmos. Como podemos educar os jovens para o respeito ao diferente, se nas escolas eles são incentivados a aderir a uma massificação estética que, dizem os “senhores que mandam”, vai evitar que sofram bullying?

 

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 A massificação estética não é suficiente para evitar o bullying

 

E tem mais: muitas vezes afirma-se que certos penteados, acessórios e/ou roupas impedem os alunos de aprender. A minha opinião sobre isso? Se os professores/ directores não fizessem um bicho de sete cabeças de um corte mohawk, de um fio com caveiras ou de uma saia preta de renda, os alunos também não faziam. O Ser Humano aprende por imitação. Se os alunos virem que um professor não reage mal a uma pessoa que use coisas como as mencionadas acima, mais facilmente eles não o farão. Claro que há sempre excepções (por exemplo aqueles alunos com pais mais tradicionalistas, pois aí o exemplo de conservadorismo também vem de casa), mas há-de haver sempre alguém que seguirá o exemplo dos professores.

 

Quando falo em roupa que causa distracção não me refiro a roupa curta ou “reveladora”. De todas as notícias que li (e não foram poucas), os alternativos usavam roupas bem simples quando foram castigados. Tal como muitos disseram, os seus colegas mais mainstream usavam coisas como calças descaídas (onde se podia ver a roupa interior dos usuários), blusas com decotes enormes e imensa maquilhagem. No entanto nenhum deles sofreu reprimendas.

 

Por vezes os alternativos eram castigados por usar apenas preto. Penso que isso pode advir de toda a polémica em torno do caso Columbine assim como da insistência, por parte dos media, em fazer tempestades num copo de água quando um assassino gosta de coisas como música metal e roupa preta. Isso sempre foi posto em causa pelos media, afirmando que são “provas conclusivas” dos perigos de tais gostos. No entanto se o assassino for fã de música clássica, como Bach ou Tchaikovsky, ninguém se lembra de questionar tais coisas. O mesmo acontece se o assassino for cristão (desde que não seja alternativo) ou tiver uma doença mental (factor que, se o assassino for alternativo, é completamente esquecido pelos media em detrimento dos seus gostos. Vejam um exemplo de um caso desses aqui).

 

Como podem ver, o próprio código de vestuário pode servir para incitar ao bullying (desta vez por parte de professores e directores), pois qualquer pequena infracção (especialmente do lado dos alternativos, pois é algo menos comum em termos de visual) pode levar a um castigo.

 

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 Sofrem bullying? Talvez este post ajude

 

Este assunto ainda causa alguma polémica mas, na minha opinião é algo bem simples: os códigos de vestuário são inúteis no combate ao bullying. Pelo contrário, podem servir até para o incrementar. Como afirma a Sana, do Moda de Subculturas, a massificação serve como forma de controlo (podem ler sobre isso no seu post). Isto porque foram pequenos movimentos, como as subculturas, que mudaram muita coisa no mundo (vinde a emancipação feminina e várias reformas políticas e artísticas).

 

Como diz a Sana no mesmo post, dá para entender o porquê de quererem reprimir as subculturas, se olharmos para o que elas conseguiram mudar.

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

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