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Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

Loja Imaginarium - Irina Salomé

 

Howdy little creatures!

 

Hoje trago-vos um "Aconteceu Comigo"! Este caso não é meu, mas sim de uma grande amiga minha, a Irina. Recentemente ela foi a uma entrevista de trabalho para a loja "Imaginarium", e foi isto que aconteceu:

 

"Ora bem, hoje numa entrevista de trabalho disseram-me que para trabalhar na loja Imaginarium teria que tirar o piercing no nariz, usar camisola comprida (aproxima se o verão) para esconder uma tatuagem que tenho no braço, teria que tirar o risco preto nos olhos e pintar as unhas de outra cor."

 

 

Mais tarde, ela acrescenta: 

 

"Segundo a senhora que me entrevistou, eram normas da loja e não dela. A mesma disse-me que não tinha nada contra pessoas com piercings, tatuagens, idem. E acrescentou que não era por causa das crianças mas sim dos clientes, que os podia afastar ou ter uma má impressão. Eu fui com um piercing de argola no nariz e até perguntei se podia colocar antes um brilhantezinho discreto e ela disse que não, teria que retirar e pronto. Não acho que seja da loja nunca vi uma loja ter como norma "não fazer um risco preto nos olhos" ou "verniz tem que colocar outra cor" . "

 

 

 

A loja "Imaginarium" é uma loja dirigida ao público infantil. E nós sabemos que as crianças nascem sem qualquer preconceito. Elas aprendem com os pais. Por isso (a título de exemplo), se os pais forem racistas, mais facilmente os filhos o serão. Daí que estas alterações, não se devem ao facto de ela poder assustar as criancinhas.(aliás, isso foi mencionado pela própria entrevistadora). Afinal, não são elas que mandam, e decidem ou não se fazem compras nessa loja. Esse é o papel dos pais. 

 

logo_img.jpg

Logótipo da loja Imaginarium 

 

Apesar de não ser o caso aqui, é uma falácia muito comum, isto de dizer que não se contratam alternativos para estas lojas com medo de assustar as crianças. A verdade é que essas pessoas não são contratadas por medo de espantar a verdadeira freguesia, os "adultos" (uso este termo de forma leve, porque adultos em idade não significa adultos em mentalidade). Se os pais não gostarem de algo num estabelecimento, dificilmente voltarão ao local. E um empregado com tatuagens, piercings, cabelo colorido, roupa preta, etc, pode levar a que isso aconteça, pelos mais variados motivos (é um mau exemplo para o filho, não é esteticamente apelativo, é assustador, etc). E aqui vemos o receio de isso acontecer.

 

"Então", perguntam vocês após lerem tudo isto, "porque é que essa desculpa ainda é usada, seja por parte dos empregadores, como dos clientes?". Na minha opinião, é uma questão de facilitismo e de vergonha. É mais fácil dizer que é por medo de influenciar negativamente (ou assustar) as crianças, do que admitir que o medo reside nos adultos que, supostamente, deveriam ser melhores do que isso. O problema é que o medo da diferença vem do "tempo da outra senhora", ainda os Seres Humanos viviam nas cavernas e o seu vocabulário erudito era composto por "uga buga". E a realidade é que gostamos de pensar que já ultrapassámos esse problema, por uma questão de evolução e civismo quando, na verdade, não é bem assim.

 

Os supracitados itens ainda causam medo e desconfiança em muita gente que, ignorando a personalidade de quem os usa, prefere manter-se na sua zona de conforto ao invés de enfrentar os seus preconceitos e viver a experiência de conhecer a pessoa em causa. No caso de a pessoa ser o seu próprio filho ou filha, as coisas pioram (isto porque, para muitos pais, é como se eles perdessem por completo a sua antiga personalidade). E não nos podemos esquecer de algumas pequenas incoerências da nossa sociedade, sobre as quais já falei. Tudo isto contribui para a maneira como os alternativos são tratados.

 

Numa loja que é suposto deixar as crianças imaginar, não seria bom permitir que elas experimentassem a existência de diferentes pessoas? Experienciar coisas diferentes desde cedo permite que as crianças cresçam mais desenvolvidas e habituadas ao mundo que as rodeia. Também permitirá que as crianças se sintam menos inseguras, pois verão que toda a gente é diferente à sua maneira e que isso é óptimo. 

 

É algo que deve ser pensado.

 
 
Bat Kisses
 
Oriana Bats
 
 
 

O monstro e o Carnaval - Oriana Bats

 

Howdy little creatures!

 

Vamos a mais um "aconteceu comigo". Relembrando que este blog recolhe casos de preconceito e discriminação contra pessoas que têm diferentes estilos. Se quiseres contar o teu caso, entra em contacto com a autora através dos comentários do blog ou mensagem privada na página de Facebook do Bats on the East Tower. Vamos então ao caso, ou mais especificamente casos, pois vou incluir aqui os vários casos que ocorreram durante o meu estágio. No entanto vou dividi-los, para facilitar a leitura. Irei contá-los de forma bastante sucinta pois não são casos recentes e não me lembro de todos os pequenos detalhes. Vamos lá!

 

O monstro pelo caminho:

 

Este caso ocorreu ainda antes de iniciar o estágio. Dirigia-me a pé para o local escolhido para estagiar (uma escola da minha zona).

A dada altura é necessário passar por um caminho de terra batida, que vai desembocar numa estrada com um parque de estacionamento, uma paragem e a escola em si. Na paragem estavam dois jovens, penso que mais velhos do que a população estudantil daquela escola

De qualquer forma não lhes olhei para a cara e foi o melhor que fiz, pois cedo começaram os insultos e "comentários":


"-Olha-me aquela aberração!";
"-Que monstro é aquele?"...

Etc, etc, etc. Não posso precisar todas as palavras, mas "monstro" e "aberração" foram usadas mais do que uma vez, daí me lembrar delas. Continuei a andar, mas acabei por falar sobre o assunto à minha futura coordenadora de estágio. Confirmou-se que aqueles jovens não eram alunos da escola, e nada pôde ser feito.

 

Carnaval:

 

Este caso é um caso de longa duração. Isto porque ocorreu ao longo do estágio. Passo a explicar, mas antes de mais quero dizer que nunca vi a cara do rapaz (era voz de rapaz) que dizia estas coisas, porque normalmente era alguém que estava atrás de mim e quando me virava era impossível dizer quem era. Adiante.

 

Um dia, um rapaz achou muito engraçado começar a gritar "o Carnaval já acabou!" de cada vez que me via. Chegou a ir por duas vezes à biblioteca escolar (o local onde eu passava a maior parte do tempo) e gritar essa mesma frase lá para dentro. Numa dessas vezes foi repreendido, mas tal não chegou, já que até ao fim do estágio tive esse problema.

O meu receio era que isso ocorresse quando a minha orientadora de estágio (não a que estava na própria escola, mas sim uma das minhas docentes de curso) fosse ao local, pois poderia causar-me algum problema. Daí que falei com duas vizinhas minhas, alunas da escola (e que passavam algum tempo na biblioteca) para ver se elas me podiam dizer quem era o rapaz que fazia isso. No entanto nunca cheguei a saber quem era o rapaz. 

 

 

Bem meus amores, por hoje é só!

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

Casos na Roménia - Várias pessoas

 

Howdy little creatures!

 

Até agora, todos os "Aconteceu Comigo" são passados aqui em Portugal. No entanto, encontrei alguns vídeos com casos romenos que gostaria de partilhar convosco. A Roménia é um país que adoro, e sem dúvida tenciono lá voltar (after all, não consegui ir ao Castelo do Drácula!). Quem sabe no futuro! Mas até lá, aqui ficam os vídeos:

 

 

 

Penso que estes vídeos falam por si mesmos.

 

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

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Comunicado

Este blog recolhe casos de preconceito e discriminação contra pessoas que têm diferentes estilos. Se quiseres contar o teu caso, entra em contacto com a autora através dos comentários do blog. Obrigada e Bat Kisses.