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Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

Os alternativos, o "é só uma fase" e o emprego

 

Howdy little creatures!

 

Neste post venho falar no típico "é só uma fase" (tema muito abordado no blog) e a procura de emprego. Este tema surgiu devido a uma ida às compras. "Como assim?", perguntam vocês? Eu explico:

 

Ora bem, aqui há coisa de dias fui, por necessidade, ao Alegro em Setúbal. É a segunda vez que lá entro (how shocking!) desde que aquilo surgiu. Como tinha algum tempo ainda, dirigi-me com a minha avó à H&M, porque andava à procura de um chapéu preto, coisa que aparentemente nos meus lados foi completamente extinto para dar lugar a caps (acho que se escreve assim). Durante essa procura, dei de caras com uma linda saia mas, não havendo o meu tamanho (o que é normal), fui experimentar o maior que havia (um L). Como estava de vestido, pedi à minha avó que me procurasse uma blusa, uma qualquer, só para poder ver com a saia. Ela trouxe-me uma bela blusa de manga comprida com um coração feito com costelas. Basicamente aquela é a melhor H&M que já vi! E disseram-me que eles têm aquele tipo de roupa permanentemente. A blusa também eram um L. E MILAGRE! Como emagreci um bom bocado, a saia e a blusa servem-me na perfeição! Mas enfim, continuando.

 

Enquanto estava a olhar-me ao espelho (gostei do conjunto, era o tamanho abaixo do que normalmente visto, e servia-me. É normal que me andasse a olhar ao espelho, satisfeita que estava), a moça das provas veio ter comigo. E eu disse a minha avó que adorava o conjunto (tudo em promoções, não não gastei rios de dinheiro) e a moça disse que era bonito, apesar de não ser algo que ela gostasse. Até aí tudo bem, gostos são gostos. Depois começou a dizer que quando tinha 18 anos também só vestia preto. A partir daí a conversa segue mais ou menos da seguinte forma:

Moça - Quanto tinha 18 anos também só vestia preto, mas depois começei a trabalhar e acabei por mudar.

Avó - Mas ela já vai fazer 21 anos (ela não disse isto de forma chocada. Foi uma afirmação).

M - Ah mas quando ela começar a trabalhar vai mudar, vai ver, É SÓ UMA FASE.

Eu - Eu já visto roupa diferente desde os 14 anos. 

M - Mas querida vais ver, quando começares a trabalhar é diferente. 

 

Volto para dentro, troco de roupa e, quando saio, a moça continua de roda da minha avó, com a mesma conversa. Despeço-me dela e vou-me embora, irritada.

 

Antes que alguém por aqui começe, não não é a questão de ser teimosa, fazer birrinha e querer continuar com cabelo azul e etc quando for trabalhar. Como já disse aqui, é ilógico e ridículo que alguns gostos (os aceites pela "sociedade") possam ser mantidos o tempo que nos apetece e que os outros (os não aceites) devam terminar quando chegamos à idade de "parar com essas coisas". Da mesma forma que os gostos do "comum dos mortais" podem ser adaptados ao mundo do trabalho, os nossos também podem ser, como demonstra a espectacular Trystan no blog This is Corpgoth.

Sim, talvez tenham de pintar o cabelo de cores "normais" (ou comprar uma boa peruca), retirar os piercings (ou talvez comprar aqueles que há de cor de pele ou transparentes, para os buracos não fecharem) e cobrir as tatuagens (sabem que eu não concordo com estas cenas, porque não é isto que vai afectar o desempenho da pessoa. Mas enquanto a sociedade for casmurra, pouco se pode fazer. Mas não deixem de tentar :) ). E daí talvez não. Só se tentarem é que sabem. E não tem de desistir do estilo para sempre: existem os fins de semana :P

 

No entanto, o blog da Trystan merece uma visita, e olhem as dicas que ela dá aqui

 

E dou-vos outro exemplo: durante o meu primeiro estágio (feito num ATL), uma das perguntas feitas à minha orientadora foi se a minha roupa tinha sido adequada ao local. E a resposta foi que SIM. E eu continuei a vestir-me como sempre visto. A única diferença foi que evitei as saias, porque não é minimamente prático para sentar no chão nem correr atrás de crianças. Por aqui podem ver. Ok não é um emprego, é um estágio, mas eu estava a estagiar como se lá trabalhasse, por isso tinha de seguir os preceitos da instituição. 

 

E, para provar as minhas ideias, fui pesquisar alguns outfits no Pinterest e no Polyvore. Here they are (nota: se forem demasiado formais, é só fazerem algumas alterações):

 

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Também há para rapaz!

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Bat Kisses

 

Oriana Bats

Os alternativos e a conversa da idade - Os meus pensamentos

 

Oi criaturinhas!

 

Hoje o tema é algo sobre o qual já tenho lido em alguns blogs: os alternativos e a idade.

 

Como talvez seja sabido por vós, não há necessidade absolutamente nenhuma de deixar de ser alternativo, mesmo quando passam da suposta "idade para essas coisas". A "idade para essas coisas" é por volta dos 20/25 anos, talvez até aos 30. Após essa idade muita gente espera que os alternativos deixem de o ser.

 

"-Já não tens idade para isso!"

"-Tens de procurar emprego, e não o vais arranjar assim vestido/a!"

"-O que vão as pessoas pensar quando chegares aos 30/35 (ou mais) anos assim?"

Etc, etc, etc.

 

Se algum alternativo mais velho me estiver a ler, talvez já tenha ouvido estas pérolas (ou outras parecidas) sairem da boca dos seus amigos e família, que não compreendem que ser alternativo é mais do que um estilo de vestir. Muita gente não compreende que ser alternativo é como ser uma pessoa dita "normal". Os gostos simplesmente diferem. E não passa pela cabeça de ninguém que uma pessoa "normal" mude os seus gostos porque passou a "idade para essas coisas".  

 

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E porquê? Porque para algo que gostem, não existe uma idade. E isso é verdade quer sejam alternativos ou não. Mas, por algum motivo que desconheço, é aceitável continuar a ter certos gostos até se ter idade para a reforma, e é inaceitável continuar a ter outros. Isto porque alguns gostos são considerados como "rebeldia aos valores da sociedade" pelo comum dos mortais. Da mesma forma que os gostos do comum dos mortais podem ser classificados como "excessivo capitalismo" ou outro epíteto do género pelos alternativos.

 

Back to the point, ou seja, à conversa da idade. Não está escrito em sítio nenhum que um alternativo tem de deixar de o ser só porque chegou à idade de ter um emprego, ser pai/mãe, ou de participar em qualquer aspecto da dita "vida adulta". Era o que mais faltava!

 

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 See, um casal alternativo com uma jovem moça (possivelmente sua filha).

 

Podem pensar "ah mas no estrangeiro é mais fácil, aqui somos mesmo obrigados a mudar". Hein...não, não são. Um exemplo disso é esta rapariga, cujo blog já mencionei neste post. Esta moça é professora E gótica. E apenas bastou fazer algumas pequenas adaptações ao seu estilo de vestir, para os dias de trabalho. See? Não é preciso deixar o estilo por completo. 

 

Podem voltar a dizer "ah mas lá fora é mais fácil". Não sabemos se é. Em algumas coisas, talvez. Noutras, deve ser tão difícil como em qualquer outro lado. E se vocês acham que é mais fácil lá fora, porque não tornarem-se um veículo de mudança (não, isso não significa comprar um pára-choques e pneus para montarem em vocês)? Sejam a mudança que querem que a sociedade tenha!

 

Este foi o meu pensamento do dia. Deixo-vos outra foto de uma bela família de pais alternativos.

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Bat Kisses

 

Oriana Bats

 

 

 

 

 

Os alternativos e os programas de mudança de visual

 

Viva little creatures!

 

Este post surge devido a um outro post do blog Moda de Subculturas. A Sana e a Lauren têm posts bastante interessantes, e abordam alguns temas que também irei falar neste meu cantinho. Por isso, esperem mais posts destes. Este post contém algumas das minhas visões sobre estes programas.

 

Ora bem, talvez já tenham ouvido falar daqueles programas (ou revistas, porque cá há disso também. No entanto este post é especificamente sobre os programas) que prometem uma transformação brutal de visual, para deixar as pessoas atraentes. O que vocês talvez não sabem é que, principalmente nos EUA, esses programas adoram utilizar alternativos. 

 

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E porquê, perguntam vocês? Bem, talvez seja para demonstrar a sua "magia", de forma a provar que "ai e tal, até o caso mais difícil tem solução! Se conseguimos transformar esta pessoa num/a belo/a homem/mulher, também conseguimos ajudá-la!". Talvez seja porque pensam que os alternativos se sentem feios e infelizes e se vestem assim para afastar as pessoas. Ou talvez ainda estejamos a operar no conceito medieval: "o que é diferente é mau e devemos tentar mudá-lo ou correr com ele" (enfatizando a parte do "mudá-lo"). Ou até talvez, quem saiba, tudo faça parte do plano maléfico de um qualquer cientista louco para criar um mundo de clones (ok, eu a inventar aqui)!

 

Enfim, o que é certo é que aparecem vários alternativos nesses programas. Muitos deles afirmam que vão transformar quem lá entra numa "pessoa com beleza natural". Lindo. Será que esta gente se lembra sequer que é possível ter uma beleza natural MESMO tendo um estilo diferente do que é considerado "normal?".

 

Ok, é até possível que algum alternativo tenha concorrido a um destes programas pela piada (pode acontecer, não se sabe, não venham cá com coisas), mas por cada um que concorre de livre vontade (pela piada, para tentar dar uma lição às gentes do programa, ou por qualquer outro motivo), existem vários que são inscritos pelos familiares ou até são abordados na rua, como foi a dona da loja Sugarpill Cosmetics. Ela fotografou um flyer de um destes programas. A imagem aparece no Moda de Subculturas, mas deixo-a aqui para poderem ver (pois não acredito que sou só eu que sofro com a lentidão da Internet): 

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 Melhor: A Sana e a Lauren contam naquele post que Amy Doan (a dona da Sugarpill Cosmetics) foi abordada na rua pela equipa do programa e quando disse que gostava da sua aparência, a resposta foi algo do género: "Ainda melhor! Adoramos quando os candidatos realmente acreditam que têm boa aparência. Torna a transformação mais dramática!". Wow. Apenas...wow.

 

Alguns de vocês até podem dizer: ai e tal ficaram mais bonitas. Mas não se esqueçam que a beleza é um conceito construido dentro da própria sociedade. That means, aquilo que é bonito na sociedade portuguesa pode não o ser na inglesa, sueca, australiana, etc.

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Achei interessante uma frase da Sana e da Lauren naquele post: "Como um bom programa de entretenimento, tem muito drama. Tem no final os bonzinhos vencendo os malvados, os errados. Tem o malvado ficando bonzinho e obediente". Isto, meus amores, é uma bela tradução das transformações! Os vilões passam a príncipes e princesas, deixam as suas más acções e vivem felizes para sempre na sua beleza e normalidade (pensam eles)!

 

Desde muito novos somos ensinados que podemos (e muitas vezes DEVEMOS) mudar o outro (porque lhe fazemos um favor, porque é melhor para nós mesmos, etc). Porém, esquecemo-nos que não temos o rei na barriga, e nem tudo gira à nossa volta e à volta dos nossos gostos. E que SIM, existem pessoas que gostam de coisas diferentes de nós. Chocante, não é? Para algumas pessoas é provável. 

 

A Sana e a Lauren falam ainda do tipo de motivos para as pessoas serem indicadas para aquele tipo de programas. Um deles (o que é assustador) é "agradar ao amigo". Como se o amigo tivesse muito a ver com a roupa da pessoa! Outro: o estilo da mãe fere os filhos. Brutal! Não serão antes os outros ditos "adultos" que acham que o estilo da/o mãe/ pai fere os filhos? Esses mesmos adultos que também foram ensinados que podem e devem mudar os outros, e que agora estão a transmitir isso às gerações mais novas? 

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Also, quem é que vocês acham que inscreve os alternativos que aparecem no programa? Ora pois, exacto, são pessoas que não são alternativas nem conhecem o que isso significa e implica. Muitas acham apenas que aquilo é uma fase que já devia ter acabado ou puro e simples mau gosto ao vestir. E agora pergunto eu: e vocês acham que os alternativos eram pessoas para mandar quem não o é, a programas desses? Eu acho que não porque, tal como a Sana e a Lauren, considero que são precisamente os alternativos que melhor entendem a necessidade (e, convenhamos, o direito) que cada pessoa tem de se vestir como melhor entende. 

 

Olhando ainda para o mesmo post, observo uma coisa que considero chocante, e que merece ser discutida aqui (apesar de já ter sido mencionada noutros post aqui no blog): a forma como os alternativos acabam por ser tratados só porque não seguem as ditas convenções sociais. Se forem a ler o post da Sana e da Lauren, percebem que a maneira como estes programas tenta convencer os alternativos de que estão "errados" e eles "certos" é apelando à psicologia. Traumas, fragilidades, tudo serve para pegar, conquanto que a pessoa mude: "ai é por causa desse trauma que és assim!", etc, etc, etc. Lindo. Se fizessem isto a alguém de uma diferente religião, ou a alguém acima do peso, era a comoção geral. Mas como é a alguém que se veste diferente, e ainda por cima parece que veio de um Freak Show (falo do ponto de vista da sociedade, não do meu, vejam lá), não tem mal nenhum, só lhe vai é fazer bem, para perceber o quão errado está! Isto é discriminação ao mais alto nível! E não me admirava que, em parte, estes programas fossem culpados pelo mau tratamento que muitos empresários/donos de negócios/etc votam aos alternativos porque não só não querem contratar uma pessoa que (pensam eles) os fará ficar mal vistos devido ao seu visual, como também têm medo de que, sendo uma pessoa traumatizada, venham a ter problemas com ela. 

 

Outra! Tal como dizem as moças do Moda de Subculturas, deve haver muita gente que é inscrita que chega ao estúdio com a auto-estima até bastante elevada, e se sente bem consigo. Mas é provável que saia de lá a chorar, porque lhe dizem que ela está "errada", e que o seu visual é o motivo de as pessoas se afastarem e, principalmente, de os homens certos a rejeitarem. Brutal! Como se muitas moças alternativas se ralassem minimamente com o que o comum dos mortais masculinos pensa do seu visual! Lá está, a tal velha história (que já devia estar ultrapassada) de que a mulher se veste para agradar ao homem e não para agradar a si mesma. Also, homens certos? Levante a mão quem gostaria de estar com um homem que nem sequer é capaz de respeitar os gostos do/a seu/sua companheiro/a! Namorando eu com um rapaz que não é alternativo, gostaria de ver as caras das pessoas da produção (se alguém tivesse a triste e mortal ideia de me inscrever em tal coisa) quando soubessem desse facto! Ele deve ser considerado um "homem certo" pelos padrões do programa. No entanto namora com uma rapariga que é considerada como uma "mulher errada" por aquela gente. Ia dar tema de conversa para um bom tempo.

 

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Para finalizar queria notar uma coisa: nestes programas, a pessoa que se submeteu ás alterações é levada a reunir-se com os seus familiares numa festa, ou é até "exibida" num local mais público. Tudo isto para que sirvam de exemplo para as pessoas de que é possível mudar alguém, deixando-o ao nosso gosto, retirar-lhe os seus maus-hábitos (retirar-lhes a individualidade, that is). E tudo pelo shock value. Quase imagino o que dizem antes disso: 

 

 -Fizemos um milagre! Alterámos o que parecia inalterável e adaptámo-lo à nossa sociedade de bons costumes! Venham ver, venham ver!

 

Isto é indecente, para não dizer degradante e retrógrado.

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

 

 

 

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