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Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

It's Black Friday e França: a minha opinião

Howdy little creatures!

 

Recentemente a youtuber It's Black Friday encontrou alguns problemas aquando da sua viagem a Paris (podem ver os vlogs no seu canal). "Mas o que aconteceu?" perguntam vocês. Well, vejam os seus vlogs da viagem e o vídeo que segue abaixo e irão entender:

 

 

 No entanto, para além das mensagens de apoio que a Black Friday recebeu, também existiu muita gente a apoiar as decisões do Louvre e do Pére Lachaise. Vou passar a analisar as coisas mais comunmente ditas, começando pelas relacionadas ao Louvre (NOTA: não se encontram incluidos os motivos pessoais da administração do Louvre (podem ouvi-los no vídeo), apenas o que foi dito por pessoas que comentaram os vários posts sobre o assunto): 

 

  • Tiveram medo que mudassem de aparência no interior e perpetrassem alguma coisa grave:

Se vais fazer o que não deves, vais dar tudo por tudo para não chamar a atenção. Lamento, mas é verdade. Vejam notícias sobre todos os atentados/homicídios em massa que ocorreram até agora. Quem os perpetrou infiltrou-se na multidão e só deram por ele/a quando começou a matar. Porque, sejamos sinceros, ao fim e ao cabo a ideia é essa: não chamar muito a atenção para que:

 

a)ninguém dê cabo dos planos antes de eles começarem;  

b)os sobreviventes terem mais dificuldade em reconhecê-lo.

 

Quanto a maquilhagem para "esconder" a cara: uma balaclava também esconde e dá menos trabalho. Por isso duvido muito que, com uma opção tão mais fácil, alguém vá fazer uso de maquilhagem para "esconder" a cara.

 

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 It's Black Friday e Matthias (o marido dela). Repito: dá menos trabalho usar uma balaclava para esconder a cara. Fonte

 

  • Há sempre gente a filmar documentários e chama a atenção;

Quem raio garante ao realizador que os espectadores vão passar o tempo todo a olhar para o supra-sumo objecto da filmagem? Há sempre distrações (um enorme grupo de gente, uma t-shirt azul no meio de três vermelhas, etc)! Além de que, vamos lá ver: quanto tempo iriam filmar o público? Duvido que muito, já que não era esse o objectivo. Por isso lamento, mas é uma desculpa parva.

 

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 Prova de que há sempre distrações: o público em geral chama mais a atenção do que os quadros

 

 

Passemos agora à possível razão do comportamento do staff do Pére Lachaise

  • Tiveram muitos problemas com "góticos", satanismo e "macumbas";

Em primeiro lugar, gostaria que os senhores que trabalham no Pére Lachaise definissem "gótico". Após tal exercício, proceder-se-ia à comparação entre a sua definição e a real definição do que é que faz um gótico. Passando esta pequena "brincadeira" à parte, duvido seriamente que os trabalhadores do cemitério tenham encontrado um gótico a fazer o que não deve por lá. O mais certo é terem encontrado um daqueles miúdos que acha que o melhor divertimento que existe no sábado à noite é ir para o cemitério invocar o Santananás (ou um fantasma menos simpático). Esse miúdo pode ou não vestir preto e anyway isso não faz dele gótico. 

 

Quanto ao possível satanismo e "macumbas" (quando digo macumbas não significa necessariamente algo mau, mas sejamos sinceros: para quem não percebe do assunto tudo é macumbas, seja bom ou mau): qualquer um poderia chegar lá e fazer. Nem todos os góticos são satânicos e fazem "macumbas" e nem todos os satânicos (ou realizadores de "macumbas") são necessariamente góticos.

 

 

Também existiram algumas ideias mais gerais, presentes em vários comentários. Estas ideias "adequam-se" a todo o contexto da situação, de onde se destacam:

  • Em Roma sê Romano

Não há nenhuma lei na cidade de Paris (ou em França, for that matter) que defina o que deva ser vestido, seja por quem lá vive, seja por turistas. No entanto, montes de gente disse que a Black Friday devia, pura e simplesmente, seguir as regras do país onde está...lógica? Para quê?

 

  • Veste-te normal, se queres tanto ir aos lugares:

Se há coisa que a Black Friday já disse (por mais de uma vez) é que se sente desconfortável ao fazê-lo. Da mesma forma que o comum dos mortais poderia (ou não) sentir-se desconfortável com roupa alternativa. Não é agradável. A pessoa torna-se demasiado consciente de si mesma, podendo até ter crises de ansiedade (em casos extremos). O que muitas vezes as pessoas se esquecem é que ser alternativo não é uma questão de necessidade de chamar a atenção: é uma questão de gosto e de vestir aquilo com que nos sentimos confortáveis. Não costuma passar pela cabeça de alguém virar-se para o comum dos mortais e dizer "Não achas que devias vestir outra coisa?". Então, porque é que o comum dos alternativos (em qualquer parte do mundo, mind you) continua a ouvir tais pérolas? 

 

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Fonte 

 

Também houve alguns comentários acerca do facto da profissão da Black Friday ser "Youtuber" (maioritariamente dizendo que isso não é um emprego real) e só querer fama, mas não vêm agora ao caso. 

 

Apesar de já ter estado em França (bem antes de ter a aparência que tenho hoje em dia), nunca estive em Paris. No entanto, desde essa vez, muita coisa mudou. Graças ao crescente número de atentados (e pessoas menos recomendáveis a tentarem candidatar-se à presidência), as pessoas ganharam algum receio da diferença. Paris é considerada a cidade da moda e da arte e no entanto, pelo que pude ler em alguns comentários, não tem por hábito apoiar estilos mais alternativos. Vários comentários deram conta de problemas que a comunidade alternativa francesa tem de enfrentar e, infelizmente, são os do costume: ofensas, agressões, you name it. No entanto, o caso da Black Friday ajudou a chamar a atenção para estas ocorrências, e isso só pode ser positivo. Esperemos que o panorama mude no futuro.

 

Pronto, falei! Tinha isto entalado desde que ouvi falar no caso. Apenas levei mais tempo a postá-lo no blog pois queria ver o tipo de comentários que eram feitos. Sorry about that.

 

Bem little creatures por hoje é só!

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

Doutrinação infantil: os "bons" e os "maus"

 

Howdy little creatures!

 

Este post foi motivado pelo comentário da rapariga que postou este vídeo. É algo que tenho visto tornar-se relativamente comum e por isso gostaria de falar um pouco sobre esta temática. Vamos então ao post!

 

Em vários programas voltados para o público mais jovem, é possível observar a temática do "bom" e "mau". E isso é excelente! É importante ensinar os jovens, desde pequenos, as atitudes que são ou não correctas. O problema prende-se com as personagens que representam essas mesmas atitudes. Podemos observar várias coisas:

 

 

  • Os personagens "bons" tem o aspecto mais normal do mundo, enquanto os personagens "maus" tem uma aparência alternativa:

 É algo bastante comum de ver em séries para adolescentes, cartoons, etc. Só de repente lembro-me das seguintes séries e filmes em que isso aconteceu: "Lizzie McGuire" (episódio "Bad Girl McGuire"), um filme da Barbie (que na altura foi falado devido ás vilãs) e "Winx" (muitas bruxas parecem bem alternativas), para além de uma ou outra aparição em cartoons random, como "Ricky & Morty". 

 

Claro que também temos cartoons como "Teen Titans", onde temos a Jinx (que é a "vilã") mas também a Raven (que é a "heroína"). E outros como "Ruby Gloom" (love that), em que todas as personagens são um pouco alternativas e "As Aventuras Assustadoras de Billy e Mandy", em que aparece o próprio Grim Reaper. Mas esses parecem poucos e menos divulgados quando comparados com os mencionados anteriormente.  

 

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 Intro do cartoon Ruby Gloom

 

 

 

  • Os personagens "maus" muitas vezes acabam por mudar as suas atitudes (de forma mais ou menos permanente), e isso implica uma mudança de roupa:

 

 Temos, a título de exemplo, a Shego, do cartoon "Kim Possible". Ela tem o seu "quê" de alternativo. No entanto, ela acaba por se tornar "boazinha" (por um breve período) devido às influências do Attitudinator, um dispositivo que, adivinhem, muda as atitudes das pessoas. E, obviamente, durante essa mudança, o seu "quê" de alternativo desapareceu por completo.

 

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Shego 

 

 

  • Se uma personagem "boa" muda para uma aparência alternativa, ela está: ou a tornar-se "má" ou a passar por uma fase:

 

Podemos observar o episódio "Bad Girl McGuire" da série "Lizzie McGuire". A personagem principal, Lizzie, começa a tornar-se completamente diferente: muda de visual, torna-se ruim quando era uma simpatia, etc. Isso adequa-se ao primeiro caso.

Também temos o exemplo de Sharon, na série "Sorriso Metálico" (que eu adorava, na altura também tinha aparelho!), que se torna gótica durante pouco tempo, no episódio "The Doctor is In". Esse adequa-se ao segundo caso.

 

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Sharon em "The Doctor is In"

 

 

  • Se existe uma personagem alternativa "boazinha", ela acabará por mudar de visual:

 

Isto acontece muitas vezes em filmes e séries. Temos o exemplo do filme "Clueless", em que a personagem Tai passa de alternativa (com o seu "quê" de grunge) para mainstream. A Violet do filme "The Incredibles" e Allison Reynolds do filme "The Breakfast Club" são também bons exemplos. 

 

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Tai antes e depois

 

 

O pior é que isto pode levar a vários problemas:

 

  • Estereótipos fortalecidos:

 

Vendo estas coisas numa série, filme ou programa de TV conhecido, as pessoas acreditarão mais facilmente. Hoje em dia, há pouca gente que duvida, ou põe minimamente em causa, o que vê na TV. O pior é que nem sempre se mostra tudo acerca de determinado assunto (podendo ser escondidas determinadas partes que não causariam escândalo e sensação. Sejamos sinceros, as visualizações importam muito para os canais de TV). Por isso é que até hoje, só ficamos mais actualizados dentro de um assunto, se recorrermos à Internet. 

 

 

  • Preconceitos "fundados": 

 

Graças a tudo isto, as pessoas tem mais uma ferramenta para fundamentar os seus preconceitos. É o típico "ai e tal isto é assim, vi na TV", que falei anteriormente.

 

 

  • Discriminação para com os jovens "diferentes":

 

Este ponto associa-se a tudo o que já mencionei. Com o fortalecimento dos estereótipos e a subsequente "fundamentação" dos preconceitos, a discriminação irá, consequentemente, aumentar.

 

 

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 É importante demonstrar que as personagens mais "negras" e alternativas podem ser as "boas da fita"

 

 

 

Será que o paradigma está a mudar?

 

Talvez. Cartoons e filmes como "Ruby Gloom", "As Aventuras Assustadoras de Billy e Mandy", "Teen Titans", "Monster High", "Growing up Creepie" e "Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas" podem ajudar a mudar a ideia de que tudo o que é diferente é negativo e deve ser evitado. No entanto, a divulgação dada a esses cartoons, quando comparada com a divulgação dos cartoons que demonstram os alternativos como os "maus da fita", é muito pouca. Esperemos que de futuro, isso mude.

 

 

Bem, little creatures, espero que tenham gostado!

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

Monster High: a polémica da mudança do design

 

Howdy little creatures!

 

Feliz Dia da Criança! Todos temos uma criança dentro de nós (em alguns, é uma criança bem spooky), e hoje é o dia de a fazer sair cá para fora! Por isso, aproveitem!

 

Em honra ao Dia da Criança, hoje falaremos de bonecas! Talvez já tenham ouvido falar da mudança de design das bonecas Monster High, que está a causar alguma polémica. É sobre isso mesmo que falarei agora, de forma a explicar o que está por detrás disto e a minha opinião sobre o assunto.

 

 

O porquê das mudanças: 

 

Recentemente a Mattell afirmou que vários pais consideravam as bonecas demasiado assustadoras para as suas crianças. Na altura foi publicado um vídeo no Youtube que falava sobre isso mesmo. Esse vídeo aparenta não estar disponível, mas podemos saber um pouco mais aqui. Tal como já afirmei aqui, usar as crianças como desculpa para algo que, na verdade, assusta é os adultos, é uma autêntica falácia e apenas demonstra o quão pouco evoluídos somos. 

 

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O que vai mudar:

 

Muita coisa! Principalmente no que toca à face: olhos, boca, expressão...a ideia é tornar as bonecas mais "fofinhas", de forma a serem menos "assustadoras" para as crianças (pois, pois...).

 

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 Novo design Draculaura

 

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 Novo design Frankie Stein

 

 

 A minha opinião:

 

Vou ser o mais directa possível: isto é tudo uma grande tanga. There, I've said it! Agora vamos ver o porquê de pensar isto:

 

As Monster High, que são uma das poucas linhas existentes (e facilmente acessíveis) de bonecas que dizia às crianças "meninos, é bom ser diferente, tenham orgulho nisso", vai mudar a sua imagem porque é considerada assustadora? Como diria a minha mãe: "Me engana que eu gosto!". Comparadas com muitas Living Dead Dolls (em termos de "assustadorice"), elas parecem as tias da esquina que saíram para beber chá! Por isso, lamento, mas essa desculpa não cola.  

 

Segundo: Em nome dos Deuses, o que é que isto diz ao público? "Se alguém não gosta de ti por aquilo que tu és, deves mudar para agradar essa pessoa". É por essas e por outras que muita gente não gosta da sua imagem: porque alguém se achou no direito de dizer que não gostava de determinada coisa, levando a pessoa dona dessa coisa a sentir-se no dever de mudar para agradar ao "Mundo" (AKA: haters). Mas o Mundo não se cinge só a quem não gosta. E aqui a Mattell não só está a dar azo a que esta "ideia" continue, como também não está a pensar nos fãs, que é quem verdadeiramente deveria importar.

 

Quanto às novas bonecas...para além do ar barato (e quando digo ar barato refiro-me a pouca qualidade e sem ponta de originalidade se as compararmos com as mais antigas) têm cara de assassina psicopata! Um ar demasiado cutesie, demasiado fofinho, que as torna totalmente creepy. 

 

Poderia entender que as crianças considerassem uma ou outra boneca mais "assustadora", como por exemplo a Iris Clops que, como o nome indica, é um ciclope. Isto porque podem achar a falta de dois olhos algo estranha, apesar de ser algo a que acabariam por se habituar rapidamente, pois chegariam à conclusão que é algo inofensivo (mais de resto, é uma boneca colorida como todas as outras, e isso apela aos mais novos). No meu tempo, coisas tão banais como os Happy Meal da McDonalds chegaram a ser acompanhadas de alguns monstrinhos de peluche (com olhos, sem olhos, mãos a mais, etc. Ainda devo ter alguns) que ainda por cima traziam umas caixinhas de som dentro deles. E vocês sinceramente acham que as crianças se assustavam com isso? Qual quê! Elas queriam era brincar com aqueles bichos!

 

A mentalidade infantil mudou? Não. A mentalidade dos adultos é que se modificou e se tornou mais fechada e, vá lá, assustadiça. Normalmente as crianças é que têm muitos medos infundados (medos, não fobias), mas olhem que os paizinhos...poupem a minha paciência e parem de usar as crianças como desculpa para o vosso medo da diferença!

 

Em miúda sempre odiei brinquedos, caixas e qualquer outra coisa que fizesse música. Ainda hoje não suporto. E não é por isso que deixaram de as vender e a minha família deixou de ter essas coisas. Aliás, é coisa que ainda prolifera no mercado e aqui em casa. Se não gostam das bonecas, não as comprem. Se as vossas crianças gostam e querem uma, deixem-nas ter e simplesmente ignorem a boneca, da mesma forma que eu ignoro toda e qualquer caixa de música que exista no planeta, a partir do momento que ela toca. Têm medo que estas bonecas ensinem às vossas crianças coisas que não querem? Medo que elas ensinem o quê? A ser um assassino psicopata?

 

A mensagem desta linha sempre foi clara: SEJAM VOCÊS MESMOS! O que é que isto tem de mal? Oh, esperem, estes devem ser os mesmos pais que querem que os seus filhos sejam mais um clone no mundo, sem ideias próprias. Nevermind!

 

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 Sim minha gente, tenho uma Monster High. Não me perguntem cá séries ou colecções, que não sei nada disso. Mas em todo o caso, aqui fica uma imagem da que tenho.

 

 

Bem little creatures, por hoje é isto!

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

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Este blog recolhe casos de preconceito e discriminação contra pessoas que têm diferentes estilos. Se quiseres contar o teu caso, entra em contacto com a autora através dos comentários do blog. Obrigada e Bat Kisses.