Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

Monster High: a polémica da mudança do design

 

Howdy little creatures!

 

Feliz Dia da Criança! Todos temos uma criança dentro de nós (em alguns, é uma criança bem spooky), e hoje é o dia de a fazer sair cá para fora! Por isso, aproveitem!

 

Em honra ao Dia da Criança, hoje falaremos de bonecas! Talvez já tenham ouvido falar da mudança de design das bonecas Monster High, que está a causar alguma polémica. É sobre isso mesmo que falarei agora, de forma a explicar o que está por detrás disto e a minha opinião sobre o assunto.

 

 

O porquê das mudanças: 

 

Recentemente a Mattell afirmou que vários pais consideravam as bonecas demasiado assustadoras para as suas crianças. Na altura foi publicado um vídeo no Youtube que falava sobre isso mesmo. Esse vídeo aparenta não estar disponível, mas podemos saber um pouco mais aqui. Tal como já afirmei aqui, usar as crianças como desculpa para algo que, na verdade, assusta é os adultos, é uma autêntica falácia e apenas demonstra o quão pouco evoluídos somos. 

 

12494968_478549715673913_1120793378526730695_n.jpg

12400503_478549775673907_3526901136101823182_n.jpg

 

 

O que vai mudar:

 

Muita coisa! Principalmente no que toca à face: olhos, boca, expressão...a ideia é tornar as bonecas mais "fofinhas", de forma a serem menos "assustadoras" para as crianças (pois, pois...).

 

hiQBtOmwuXtwLCk-800x450-noPad.jpg

 Novo design Draculaura

 

Monster-High-Frankie-New-Face.jpg

 Novo design Frankie Stein

 

 

 A minha opinião:

 

Vou ser o mais directa possível: isto é tudo uma grande tanga. There, I've said it! Agora vamos ver o porquê de pensar isto:

 

As Monster High, que são uma das poucas linhas existentes (e facilmente acessíveis) de bonecas que dizia às crianças "meninos, é bom ser diferente, tenham orgulho nisso", vai mudar a sua imagem porque é considerada assustadora? Como diria a minha mãe: "Me engana que eu gosto!". Comparadas com muitas Living Dead Dolls (em termos de "assustadorice"), elas parecem as tias da esquina que saíram para beber chá! Por isso, lamento, mas essa desculpa não cola.  

 

Segundo: Em nome dos Deuses, o que é que isto diz ao público? "Se alguém não gosta de ti por aquilo que tu és, deves mudar para agradar essa pessoa". É por essas e por outras que muita gente não gosta da sua imagem: porque alguém se achou no direito de dizer que não gostava de determinada coisa, levando a pessoa dona dessa coisa a sentir-se no dever de mudar para agradar ao "Mundo" (AKA: haters). Mas o Mundo não se cinge só a quem não gosta. E aqui a Mattell não só está a dar azo a que esta "ideia" continue, como também não está a pensar nos fãs, que é quem verdadeiramente deveria importar.

 

Quanto às novas bonecas...para além do ar barato (e quando digo ar barato refiro-me a pouca qualidade e sem ponta de originalidade se as compararmos com as mais antigas) têm cara de assassina psicopata! Um ar demasiado cutesie, demasiado fofinho, que as torna totalmente creepy. 

 

Poderia entender que as crianças considerassem uma ou outra boneca mais "assustadora", como por exemplo a Iris Clops que, como o nome indica, é um ciclope. Isto porque podem achar a falta de dois olhos algo estranha, apesar de ser algo a que acabariam por se habituar rapidamente, pois chegariam à conclusão que é algo inofensivo (mais de resto, é uma boneca colorida como todas as outras, e isso apela aos mais novos). No meu tempo, coisas tão banais como os Happy Meal da McDonalds chegaram a ser acompanhadas de alguns monstrinhos de peluche (com olhos, sem olhos, mãos a mais, etc. Ainda devo ter alguns) que ainda por cima traziam umas caixinhas de som dentro deles. E vocês sinceramente acham que as crianças se assustavam com isso? Qual quê! Elas queriam era brincar com aqueles bichos!

 

A mentalidade infantil mudou? Não. A mentalidade dos adultos é que se modificou e se tornou mais fechada e, vá lá, assustadiça. Normalmente as crianças é que têm muitos medos infundados (medos, não fobias), mas olhem que os paizinhos...poupem a minha paciência e parem de usar as crianças como desculpa para o vosso medo da diferença!

 

Em miúda sempre odiei brinquedos, caixas e qualquer outra coisa que fizesse música. Ainda hoje não suporto. E não é por isso que deixaram de as vender e a minha família deixou de ter essas coisas. Aliás, é coisa que ainda prolifera no mercado e aqui em casa. Se não gostam das bonecas, não as comprem. Se as vossas crianças gostam e querem uma, deixem-nas ter e simplesmente ignorem a boneca, da mesma forma que eu ignoro toda e qualquer caixa de música que exista no planeta, a partir do momento que ela toca. Têm medo que estas bonecas ensinem às vossas crianças coisas que não querem? Medo que elas ensinem o quê? A ser um assassino psicopata?

 

A mensagem desta linha sempre foi clara: SEJAM VOCÊS MESMOS! O que é que isto tem de mal? Oh, esperem, estes devem ser os mesmos pais que querem que os seus filhos sejam mais um clone no mundo, sem ideias próprias. Nevermind!

 

816WDEAJepL._AA1500_.jpg

 Sim minha gente, tenho uma Monster High. Não me perguntem cá séries ou colecções, que não sei nada disso. Mas em todo o caso, aqui fica uma imagem da que tenho.

 

 

Bem little creatures, por hoje é isto!

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

O direito à diferença…seja ela qual for

 

Howdy little creatures!

 

Hoje trago-vos uma reflexão geral sobre o direito à diferença. Enjoy!

 

O recente caso dos membros da banda iraniana Confess (que podem ser executados por, entre outras coisas, tocarem música Heavy Metal) deixou-me a pensar em muita coisa. Fez-me olhar, ainda mais, à volta. Desde 2009 que vou recolhendo no meu blogue casos de preconceito, discriminação e violência no geral, contra pessoas que pertencem a culturas alternativas, como a gótica e a punk. No entanto surgem constantemente novos casos, a nível mundial e, apesar de já ter falado sobre bastantes, tenho o dobro ou o triplo ainda por publicar.

 

Faz-me imensa confusão como é que, em países supostamente livres (como Inglaterra, América, Espanha e o nosso Portugal), ainda existe gente a quem faz impressão a existência de pessoas que, simplesmente, tem gostos diferentes. Que prefiram outras coisas ao que é considerado “normal” (que, em si, é algo cuja definição varia consoante a pessoa a quem se pergunta “o que é para si normal?”).

 

maxresdefault.jpg

               Um conceito de normalidade diferente 

 

Há pessoas que levam esse facto “na desportiva”: não gostam, mas respeitam. Para quem existe um sentimento de “a liberdade existe para todos, e da mesma forma que eu sou livre, o resto do mundo também o é, desde que não influencie a minha liberdade. E os gostos daquela pessoa não influenciam a minha vida em pormenor rigorosamente nenhum. Por isso, ela tem tanto direito de ter os gostos dela como eu tenho os meus”. Mas se existem pessoas assim, também há aquelas que não levam essa noção existencial tão a sério. E isso vê-se pelas notícias que publico, assim como pelos relatos que vou contando (meus e de outras pessoas).

 

Quem lê esta coluna pela primeira vez pode estranhar: mas afinal não existe só discriminação e preconceito contra etnia, religião, orientação sexual e coisas do tipo? Parece que não. Entre as notícias que publiquei no meu blogue, relacionadas com discriminação contra membros de culturas alternativas, contam-se:

 

  • Uma tentativa de proibição a nível nacional (que não sei se foi para a frente) e outros atentados à liberdade de expressão;

  • Várias prisões, uma num campo de reeducação;

  • Um extermínio a nível nacional;

  • Pelo menos 16 agressões;

  • Pelo menos 2 esfaqueamentos/ mutilações;

  • Uma morte por negligência médica (em que os médicos decidiram que o paciente tinha aspecto de drogado e, por isso, não estava doente. Este morreu de gripe suína, aliada a uma pneumonia grave, uma semana depois);

  • Pelo menos 5 acusações dolosas em tribunal, sendo que uma terminou em execução;

  • Várias instâncias de discriminação em geral (como ofensas verbais, expulsões de locais públicos, entre outros);

  • E pelo menos 4 homicídios.

Lembrem-se que eu referi que tinha ainda o dobro ou o triplo por postar.

Podem perguntar: “mas isso são casos que acontecem no exterior! O que é que interessa para nós?”. Interessa muito. Acredito que a maior parte dos casos nacionais não são revelados, muitas vezes porque as vítimas consideram que as outras pessoas não vão acreditar nelas. Como poderiam, dada a quantidade de gente que as considera os “causadores da sua própria desgraça”? Basta olhar para a quantidade de pessoas que, em notícias sobre indivíduos que tiveram problemas por causa das suas tatuagens, comentam coisas ofensivas. Perdi a conta à quantidade de comentários em que pessoas que possuem tatuagens são chamadas de epítetos chocantes como macacos, gado, piolhosos, ladrões, nojentos, entre outras alcunhas igualmente maravilhosas. Inclusive falo disso no meu blogue.

 

             8c68deaa15c4173de16574ed5f200803.jpg

                              Gado?

 

Os casos nacionais existem. Podemos encontrar alguns em posts e comentários de blogues. Mas raramente aparecem nos media nacionais. Num passado recente tomámos conhecimento do caso de Clife Barbosa, cuja candidatura da sua filha, Mel, a uma IPSS, foi negada devido às suas tatuagens. Não foram poucas as pessoas que afirmaram que o jovem, tatuador, poderia/deveria estar a fazer isso apenas para se promover. Se assim fosse, a instituição ter-se-ia pronunciado, negando tudo. Nunca o fez. No entanto, Clife conta que chegaram a ligar-lhe da instituição para o ameaçar. Acho que isso diz muito.

 

Vários artigos foram feitos sobre esse caso. Em alguns podemos ler comentários que contam situações vividas por quem, como Clife, é um pouco “diferente” (ou porque tem tatuagens, cabelo colorido, um estilo diferente de vestir, etc). Sempre que algum caso vem à tona sabemos sempre sobre, pelo menos, mais outro. E com Clife, vi muitos relatos.

 

A verdade é que também não existe em Portugal qualquer associação que defenda os membros de culturas alternativas (ou pessoas que, simplesmente, têm gostos mais diferenciados). Por mais de uma vez vi pessoas mencionarem esse facto. Ao contrário do que se possa pensar, existem associações preocupadas com esta problemática. É o que acontece na Inglaterra e na Roménia. No entanto, em Inglaterra foi preciso morrer alguém, de forma bastante violenta. O que é que é preciso cá? E noutros países?

 

            41377_100000227852971_9049_n.jpg

Sophie Lancaster: os assassinos "ofenderam-se" com o seu estilo diferenciado. E a Inglaterra acordou.

 

 

Não consigo lembrar-me de todas as vezes que fui chamada de monstro. Aberração. Satânica. Maluca. Mente perturbada. Que me disseram que o Carnaval já tinha acabado, ou que acharam que eu era ladra. Que se riram e me gozaram na minha cara ou em que me seguiram para onde eu fosse, enquanto me ofendiam ou intimidavam. Que me olharam de cima a baixo e torceram o nariz ou passaram por mim e me gritaram palavras inteligíveis aos ouvidos. Esses casos aconteceram nos mais variados sítios: Vendas Novas, Montijo, Lisboa…não é exclusivo de nenhuma localidade ou população.

 

       10801712_768297866574345_1164818521589234694_n.jpg

           "Monstro. Aberração. Satânica."...EU 

 

“Porque é que não mudas a tua aparência então? Só passas por isso porque queres!” podem os leitores afirmar. Eu explico porquê: porque não sou obrigada. Porque da mesma forma que quem me ofende tem o direito de usar o que mais gosta, eu também tenho. Não é porque gosto de roupas que não são do agrado de muita gente, ou porque pinto o cabelo de cores que não são encontradas na cabeça de ninguém por meios naturais, que esse direito perde a validade. A liberdade não é exclusiva de algumas pessoas. Não sou eu que tenho que mudar. A minha escolha de visual não afecta a vida de ninguém. Mas o preconceito afecta a vida de muita gente. Como digo no meu blogue:

 

Será que devemos ser obrigados a mudar? Será que esse é o melhor caminho? Ceder à violência, aceitar que a culpa é nossa por vestir diferente? Tentar ser mais como as pessoas "normais" (onde se incluem as pessoas que acham lógico e aceitável ameaçar-te, tentar mudar-te ou gozar contigo porque és "diferente" delas)?”.

 

O que é “diferente” causa preconceito. Esse “diferente” pode simplesmente ser algo diferente para a pessoa que exerce preconceito. Ninguém é igual a ninguém. As pessoas não são obrigadas a ser cópias umas das outras. É essa a beleza do mundo.

 

Por isso, a próxima vez que virem uma pessoa que consideram “estranha” devido à sua aparência, ao invés de a ofenderem, lembrem-se que é um Ser Humano que em nada é díspar de vocês. Simplesmente tem outro género de gostos, que são diferentes dos vossos.

 

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats (Oriana Dias, Animadora Sociocultural)

   

 

O pequeno pormenor da Mebocaína

 

Howdy little creatures!

 

Hoje trago-vos nova reflexão! O curso de Animação e Intervenção Sociocultural que completei abriu-me muitas portas, e fez-me pensar muita coisa, inclusive sobre a temática geral deste blog: Estilo Alternativo. Comecei estão a olhar mais à minha volta, para coisas que parecem pequenos pormenores. E foi um desses pequenos pormenores que levou a esta reflexão. Mas antes de a poder começar, vejam o vídeo do anúncio televisivo que motivou tudo: 

 

 

 

Antes demais, quero deixar aqui um ponto assente: não, não estou aqui para reclamar com o facto de terem "usado" a imagem da pessoa alternativa no anúncio. Acho muito bem, deviam fazer isso mais vezes. Só não concordo é com a maneira como foi usada. Vamos por partes:

 

 

 

1º A imagem do alternativo foi usada para shock value:

 

Começamos com este facto. A verdade é que a imagem do alternativo foi definitivamente usada para shock value (não sabem o que é? Leiam este post). Shock value é, por definição, algo pouco simpático. A ideia é causar reacções negativas a quem o vê. Aqui (tal como em outras ocasiões) foi usada uma imagem, que muita gente considera negativa, para causar uma reacção. O anúncio não teria o mesmo impacto se fosse usado, por exemplo, um doppelganger do Daniel Radcliffe. Isto porque, a princípio, não haveria motivo para reagir de forma estranha.

E tem mais: olhem com atenção para a expressão do rapaz alternativo. É uma expressão durona, como que a dizer "I'm the best". Até isso não foi esquecido. Tudo para tentar com que o alternativo parecesse o mau da fita. É que aqui a ideia é dizer "olha, a tua filhinha querida trouxe para casa uma pessoa que tem ar de quem fez pacto com o Santananás. Custa a engolir? Mebocaina!". 

 

how-do-i-look-before-and-after4.jpg

 Nos concursos de mudança de visual, as alterações são feitas para shock value

 

 

 

2º O facto de insinuarem que ter um namorado alternativo custa a engolir:

 

Ok, nem toda a gente gostaria que a filha/o filho tivesse um namorado/a alternativo/a. Ainda para mais se essa/e filha/o não tiver esse tipo de gostos (e, por vezes, mesmo que tenha). Não é o tipo de pessoa de eleição de muita gente. Muitos pais preferem que os filhos namorem a típica pessoa de família, com "boa aparência" (versão mainstream) e ar educado. Se essa pessoa é decente ou um serial killer psicopata, é um pormenor. Vejamos o caso de Ted Bundy, por exemplo. Pessoa de boa aparência, ar calmo e educado. Mais de 100 mulheres morreram porque foram na cantiga dele. Como podem ver, "boa aparência" (versão mainstream) nem sempre é sinal de boa pessoa. 

 

Não quero com isto dizer que todas as pessoas de "boa aparência" não são de confiança (ou que todos os alternativos merecem o prémio Simpatia do Ano), e muito menos criticar as vítimas dele de qualquer forma. Quero simplesmente demonstrar que, por vezes, é melhor alguém que (na opinião do mainstream) tem má aparência, mas que é boa pessoa, do que o contrário. 

 

Posto isto, os pais deveriam era estar ralados com a felicidade da filha. E se ela está feliz com aquele rapaz, palmas! 

 

As-tatuagens-são-um-problema-para-conseguir-empre

 É preferivel um bom médico com tatuagens, do que um mau médico com a pele "limpa"

 

 

 

3º A carinha de "eish meu Deus" que a mãe da rapariga faz:

 

Devo dizer que aquela reacção da mãe me causa alguma confusão. Começa por estar toda feliz com o seu cházinho. Depois, o rapaz entra e o ar da senhora passa de "Finalmente vou conhecer o rapaz!" para "Oh meu Deus, foste largar o Manuel por causa DISTO? Mas enfim, sou tua mãe e tenho de aceitar". Esta condescendência é irritante. Como se o facto do rapaz ser diferente do género de namorados que ela costuma trazer para casa já o tornar um mau partido. Sobre isto, não há muito a dizer. Passemos ao último ponto.

 

Eclare-aislinn-paul-15402783-500-329.jpg

 Um alternativo e o outro não. Um casal completamente normal. 

 

 

4º Se, em vez do namorado ser alternativo, fosse negro (por exemplo), o anúncio nem ia para o ar: 

 

É duro, mas é verdade. Se, ao invés do alternativo, quem aparecesse no anúncio fosse um negro (por exemplo), as pessoas iam gritar "Xenofobia!" e "Racismo!", se ele fosse para o ar. Na volta nem iria. Mas como é uma pessoa alternativa, que muita gente, em todo o mundo, vê como sendo uma pessoa horrorosa, perigosa e de má vida (e que fez um pacto com o Santananás), já não tem problema nenhum. Até é encorajado!

 

 

 

 

A solução:

 

Há tanta coisa que "custa a engolir"! Uma pessoa vestida igual a ti (quando achas que a tua roupa é "exclusiva Chanel último modelo"); a tia que mais detestas aparecer de surpresa em tua casa; o teu cão entrar todo sujo pela casa que acabaste de limpar...e isto é só um exemplo! 

 

Porque é que, no meio de tanta coisa que podiam usar, acabaram por escolher algo que poderia ofender alguém? Só porque a maioria das pessoas não ficariam ofendidas, e até iriam concordar?

 

Da última vez que vi, isso é reforçar estereótipos. Aposto que, quando viram esse anúncio, muitos pais e mães disseram "que horror, todo furado e cheio de desenhos, filha minha não namora com gente dessa, está proibida sequer de ter essas ideias!" ou algo semelhante. 

 

gente a lutar (ou gente, como eu, a tentar ajudar) para acabar com coisas destas. A nível mundial. E estas pequenas coisas não abonam a favor dessas pessoas. É que, contrariamente a organizações que lutam contra xenofobia, racismo, preconceito religioso (tudo coisas muito importantes, não tenho nada contra isso), etc, que chega a haver várias por país, os alternativos apenas têm (a nível mundial) duas organizações que se preocupam exclusivamente com o seu bem-estar. E mesmo estas estão, por agora, confinadas aos seus países de origem (a Fundação Sophie tinha 2 grupos no exterior, mas nunca mais ouvi falar deles). Tudo isto torna coisas como este anúncio, num desfavor ainda maior. 

 

O mais engraçado é que existe um outro anúncio: um em que o que "custa a engolir" é um carro todo badalhoco por causa dos pássaros. Esse anúncio, comparado com este, mal passa na TV. Será que a audiência reagiu de forma mais favorável a uma discriminação do que a uma gabarolice que correu mal? Somos assim tão materialistas e despreocupados com os outros, a ponto de aplaudirmos este anúncio e ficarmos incomodados com o facto de o senhor do outro anúncio não se ter podido exibir porque o seu carro foi atacado por um bando de pássaros que precisavam de fazer o número 2?

 

Fica a pergunta no ar.

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

 

 

 

Halloween Countdown

Mais sobre minha pessoa

foto do autor

Tradutor

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

Comunicado

Este blog recolhe casos de preconceito e discriminação contra pessoas que têm diferentes estilos. Se quiseres contar o teu caso, entra em contacto com a autora através dos comentários do blog. Obrigada e Bat Kisses.
---------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------