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Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

Bats on the East Tower

Criei este blog com posts com um tema em comum: estilo alternativo. Se tiverem alguma sugestão/pedido, não hesitem em deixar um comentário. Blog escrito no antigo acordo.

A morte de Rick Genest, ou a falta de sensibilidade dos Seres "Humanos"

Howdy little creatures!

 

Eu pensei muito sobre fazer este post. Afinal, os comentários já foram postos na página de Facebook do Blog. Mas sinto que devo falar um pouco mais sobre eles, já que não o fiz anteriormente.

 

 

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 Rick Genest (fonte)

 

Rick Genest, AKA Zombie Boy, faleceu no dia 1 de Agosto de 2018. A sua (triste) morte foi noticiada em vários países, incluindo o nosso Portugal. E, como devem calcular, comentários maldosos não faltaram, devido à aparência de Rick e ao facto de (pelos vistos) meio mundo se ter esquecido da máxima "Se não tens nada de bom para dizer, não digas nada".

 

Seleccionei os comentários que mais me chocaram para falar aqui. Supostamente, as áreas dos comentários são moderadas, mas quando a temática involve alguém "diferente", dá a sensação que a moderação não existe, e qualquer Zé da Esquina pode dizer o que quer e o comentário fica no ar. Além disso, muitos jornais online acabam por eliminar comentários ao fim de um tempo. Mas as barbaridades ditas acerca da morte de Rick Genest não devem ser esquecidas. É da morte de um Ser Humano que falamos. Mas, como já tenho dito, há Seres mais Humanos que outros. Enfim, segue a lista:

 

PS: Ocultei os nomes porque acho que devo. A ideia aqui é chamar a atenção para a mentalidade de algumas pessoas, não fazer ofensas directas a ninguém.

 

 

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Ninguém o/a obriga a ver nada. Não lhe agradou? Não vê nem lê a notícia. Você não é obrigado/a a isso. Agora fazer estes comentários é algo completamente despropositado. Este género de comentários também não fazem falta, mas infelizmente ainda há quem os faça...

 

 

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Olhem que atitude bonita: desejar cancro de pele a quem tem tatuagens! Que bom exemplo de civismo e educação temos aqui! Fico mesmo feliz em ver que ainda há dermatologistas com o curso tirado na farinha Amparo que se preocupam com a pele de quem nem conhecem! Coisas destas dão-me muita esperança no futuro (/ironia).

 

 

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Vamos nem comentar os erros de português que me levaram a ter de ler este comentário umas 3 vezes para perceber tudo. Vamos comentar o facto de a pessoa em questão dizer que o Rick já devia ter morrido à mais tempo para não influenciar os jovens para uma triste realidade. Infelizmente o comentário desta pessoa influenciou outras 2 para uma triste realidade, mas não vejo ninguém a falar nisso...

 

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Coitadinha da pessoa que escreveu isto e de quem concordou, isso sim. 

 

 

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Este é, talvez, um dos comentários que mais me choca: dizer que a pessoa foi sensata em se ter suicidado (tanto quanto sei, ainda não há total certeza de que foi esse o caso) devido à sua aparência? Mas vivemos em que século? Voltámos à época em que o vocabulário erudito do Ser Humano era "Uga Buga" e ninguém me avisou? Que mentalidade é que a pessoa que escreveu isto (e quem concordou com ela) tem de ter para, de livre e espontânea vontade, dizer uma coisa destas? Diria o mesmo a um filho/neto/amigo? Diria o mesmo a um desconhecido que passasse na rua? O problema é que dizer estas coisas à frente de um ecrã de computador é muito fácil, e mesmo por isso é que se lê tanta coisa desta infelizmente. 

 

 

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Cara(s) pessoa(s): se tens pena dos animais abandonados, trabalha para melhorar a sua situação. Ajuda nos abrigos. Adopta algum animal. Ninguém te perguntou se tens pena ou não. Aliás, ninguém te perguntou nada. 

 

 

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Os fãs. A família. Os amigos. Toda a gente para quem o Rick Genest não era uma simples "aberração". 

 

 

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Cara pessoa: os teus gostos ou opiniões sobre a quantidade de tatuagens aceitável para cada Ser Humano não vem ao caso. Ninguém se importa. O Mundo (felizmente) não gira à tua volta. 

 

 

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Pior de que escrever uma coisa destas é haver quem concorde. O que é que posso dizer acerca deste comentário? Todo ele é uma tristeza. 

 

 

Temos ainda muito que evoluir para mudar mentalidades, e esta pequena (porque eram MUITOS) selecção de comentários só vem provar isso mesmo. Não deixem que isto caia em esquecimento. Esquecer é repetir, e não gostaria de ver isto a repetir-se quando outro Rick Genest falecer. 

 

Fica a questão no ar.

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

 

It's Black Friday e França: a minha opinião

Howdy little creatures!

 

Recentemente a youtuber It's Black Friday encontrou alguns problemas aquando da sua viagem a Paris (podem ver os vlogs no seu canal). "Mas o que aconteceu?" perguntam vocês. Well, vejam os seus vlogs da viagem e o vídeo que segue abaixo e irão entender:

 

 

 No entanto, para além das mensagens de apoio que a Black Friday recebeu, também existiu muita gente a apoiar as decisões do Louvre e do Pére Lachaise. Vou passar a analisar as coisas mais comunmente ditas, começando pelas relacionadas ao Louvre (NOTA: não se encontram incluidos os motivos pessoais da administração do Louvre (podem ouvi-los no vídeo), apenas o que foi dito por pessoas que comentaram os vários posts sobre o assunto): 

 

  • Tiveram medo que mudassem de aparência no interior e perpetrassem alguma coisa grave:

Se vais fazer o que não deves, vais dar tudo por tudo para não chamar a atenção. Lamento, mas é verdade. Vejam notícias sobre todos os atentados/homicídios em massa que ocorreram até agora. Quem os perpetrou infiltrou-se na multidão e só deram por ele/a quando começou a matar. Porque, sejamos sinceros, ao fim e ao cabo a ideia é essa: não chamar muito a atenção para que:

 

a)ninguém dê cabo dos planos antes de eles começarem;  

b)os sobreviventes terem mais dificuldade em reconhecê-lo.

 

Quanto a maquilhagem para "esconder" a cara: uma balaclava também esconde e dá menos trabalho. Por isso duvido muito que, com uma opção tão mais fácil, alguém vá fazer uso de maquilhagem para "esconder" a cara.

 

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 It's Black Friday e Matthias (o marido dela). Repito: dá menos trabalho usar uma balaclava para esconder a cara. Fonte

 

  • Há sempre gente a filmar documentários e chama a atenção;

Quem raio garante ao realizador que os espectadores vão passar o tempo todo a olhar para o supra-sumo objecto da filmagem? Há sempre distrações (um enorme grupo de gente, uma t-shirt azul no meio de três vermelhas, etc)! Além de que, vamos lá ver: quanto tempo iriam filmar o público? Duvido que muito, já que não era esse o objectivo. Por isso lamento, mas é uma desculpa parva.

 

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 Prova de que há sempre distrações: o público em geral chama mais a atenção do que os quadros

 

 

Passemos agora à possível razão do comportamento do staff do Pére Lachaise

  • Tiveram muitos problemas com "góticos", satanismo e "macumbas";

Em primeiro lugar, gostaria que os senhores que trabalham no Pére Lachaise definissem "gótico". Após tal exercício, proceder-se-ia à comparação entre a sua definição e a real definição do que é que faz um gótico. Passando esta pequena "brincadeira" à parte, duvido seriamente que os trabalhadores do cemitério tenham encontrado um gótico a fazer o que não deve por lá. O mais certo é terem encontrado um daqueles miúdos que acha que o melhor divertimento que existe no sábado à noite é ir para o cemitério invocar o Santananás (ou um fantasma menos simpático). Esse miúdo pode ou não vestir preto e anyway isso não faz dele gótico. 

 

Quanto ao possível satanismo e "macumbas" (quando digo macumbas não significa necessariamente algo mau, mas sejamos sinceros: para quem não percebe do assunto tudo é macumbas, seja bom ou mau): qualquer um poderia chegar lá e fazer. Nem todos os góticos são satânicos e fazem "macumbas" e nem todos os satânicos (ou realizadores de "macumbas") são necessariamente góticos.

 

 

Também existiram algumas ideias mais gerais, presentes em vários comentários. Estas ideias "adequam-se" a todo o contexto da situação, de onde se destacam:

  • Em Roma sê Romano

Não há nenhuma lei na cidade de Paris (ou em França, for that matter) que defina o que deva ser vestido, seja por quem lá vive, seja por turistas. No entanto, montes de gente disse que a Black Friday devia, pura e simplesmente, seguir as regras do país onde está...lógica? Para quê?

 

  • Veste-te normal, se queres tanto ir aos lugares:

Se há coisa que a Black Friday já disse (por mais de uma vez) é que se sente desconfortável ao fazê-lo. Da mesma forma que o comum dos mortais poderia (ou não) sentir-se desconfortável com roupa alternativa. Não é agradável. A pessoa torna-se demasiado consciente de si mesma, podendo até ter crises de ansiedade (em casos extremos). O que muitas vezes as pessoas se esquecem é que ser alternativo não é uma questão de necessidade de chamar a atenção: é uma questão de gosto e de vestir aquilo com que nos sentimos confortáveis. Não costuma passar pela cabeça de alguém virar-se para o comum dos mortais e dizer "Não achas que devias vestir outra coisa?". Então, porque é que o comum dos alternativos (em qualquer parte do mundo, mind you) continua a ouvir tais pérolas? 

 

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Fonte 

 

Também houve alguns comentários acerca do facto da profissão da Black Friday ser "Youtuber" (maioritariamente dizendo que isso não é um emprego real) e só querer fama, mas não vêm agora ao caso. 

 

Apesar de já ter estado em França (bem antes de ter a aparência que tenho hoje em dia), nunca estive em Paris. No entanto, desde essa vez, muita coisa mudou. Graças ao crescente número de atentados (e pessoas menos recomendáveis a tentarem candidatar-se à presidência), as pessoas ganharam algum receio da diferença. Paris é considerada a cidade da moda e da arte e no entanto, pelo que pude ler em alguns comentários, não tem por hábito apoiar estilos mais alternativos. Vários comentários deram conta de problemas que a comunidade alternativa francesa tem de enfrentar e, infelizmente, são os do costume: ofensas, agressões, you name it. No entanto, o caso da Black Friday ajudou a chamar a atenção para estas ocorrências, e isso só pode ser positivo. Esperemos que o panorama mude no futuro.

 

Pronto, falei! Tinha isto entalado desde que ouvi falar no caso. Apenas levei mais tempo a postá-lo no blog pois queria ver o tipo de comentários que eram feitos. Sorry about that.

 

Bem little creatures por hoje é só!

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

Doutrinação infantil: os "bons" e os "maus"

 

Howdy little creatures!

 

Este post foi motivado pelo comentário da rapariga que postou este vídeo. É algo que tenho visto tornar-se relativamente comum e por isso gostaria de falar um pouco sobre esta temática. Vamos então ao post!

 

Em vários programas voltados para o público mais jovem, é possível observar a temática do "bom" e "mau". E isso é excelente! É importante ensinar os jovens, desde pequenos, as atitudes que são ou não correctas. O problema prende-se com as personagens que representam essas mesmas atitudes. Podemos observar várias coisas:

 

 

  • Os personagens "bons" tem o aspecto mais normal do mundo, enquanto os personagens "maus" tem uma aparência alternativa:

 É algo bastante comum de ver em séries para adolescentes, cartoons, etc. Só de repente lembro-me das seguintes séries e filmes em que isso aconteceu: "Lizzie McGuire" (episódio "Bad Girl McGuire"), um filme da Barbie (que na altura foi falado devido ás vilãs) e "Winx" (muitas bruxas parecem bem alternativas), para além de uma ou outra aparição em cartoons random, como "Ricky & Morty". 

 

Claro que também temos cartoons como "Teen Titans", onde temos a Jinx (que é a "vilã") mas também a Raven (que é a "heroína"). E outros como "Ruby Gloom" (love that), em que todas as personagens são um pouco alternativas e "As Aventuras Assustadoras de Billy e Mandy", em que aparece o próprio Grim Reaper. Mas esses parecem poucos e menos divulgados quando comparados com os mencionados anteriormente.  

 

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 Intro do cartoon Ruby Gloom

 

 

 

  • Os personagens "maus" muitas vezes acabam por mudar as suas atitudes (de forma mais ou menos permanente), e isso implica uma mudança de roupa:

 

 Temos, a título de exemplo, a Shego, do cartoon "Kim Possible". Ela tem o seu "quê" de alternativo. No entanto, ela acaba por se tornar "boazinha" (por um breve período) devido às influências do Attitudinator, um dispositivo que, adivinhem, muda as atitudes das pessoas. E, obviamente, durante essa mudança, o seu "quê" de alternativo desapareceu por completo.

 

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Shego 

 

 

  • Se uma personagem "boa" muda para uma aparência alternativa, ela está: ou a tornar-se "má" ou a passar por uma fase:

 

Podemos observar o episódio "Bad Girl McGuire" da série "Lizzie McGuire". A personagem principal, Lizzie, começa a tornar-se completamente diferente: muda de visual, torna-se ruim quando era uma simpatia, etc. Isso adequa-se ao primeiro caso.

Também temos o exemplo de Sharon, na série "Sorriso Metálico" (que eu adorava, na altura também tinha aparelho!), que se torna gótica durante pouco tempo, no episódio "The Doctor is In". Esse adequa-se ao segundo caso.

 

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Sharon em "The Doctor is In"

 

 

  • Se existe uma personagem alternativa "boazinha", ela acabará por mudar de visual:

 

Isto acontece muitas vezes em filmes e séries. Temos o exemplo do filme "Clueless", em que a personagem Tai passa de alternativa (com o seu "quê" de grunge) para mainstream. A Violet do filme "The Incredibles" e Allison Reynolds do filme "The Breakfast Club" são também bons exemplos. 

 

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Tai antes e depois

 

 

O pior é que isto pode levar a vários problemas:

 

  • Estereótipos fortalecidos:

 

Vendo estas coisas numa série, filme ou programa de TV conhecido, as pessoas acreditarão mais facilmente. Hoje em dia, há pouca gente que duvida, ou põe minimamente em causa, o que vê na TV. O pior é que nem sempre se mostra tudo acerca de determinado assunto (podendo ser escondidas determinadas partes que não causariam escândalo e sensação. Sejamos sinceros, as visualizações importam muito para os canais de TV). Por isso é que até hoje, só ficamos mais actualizados dentro de um assunto, se recorrermos à Internet. 

 

 

  • Preconceitos "fundados": 

 

Graças a tudo isto, as pessoas tem mais uma ferramenta para fundamentar os seus preconceitos. É o típico "ai e tal isto é assim, vi na TV", que falei anteriormente.

 

 

  • Discriminação para com os jovens "diferentes":

 

Este ponto associa-se a tudo o que já mencionei. Com o fortalecimento dos estereótipos e a subsequente "fundamentação" dos preconceitos, a discriminação irá, consequentemente, aumentar.

 

 

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 É importante demonstrar que as personagens mais "negras" e alternativas podem ser as "boas da fita"

 

 

 

Será que o paradigma está a mudar?

 

Talvez. Cartoons e filmes como "Ruby Gloom", "As Aventuras Assustadoras de Billy e Mandy", "Teen Titans", "Monster High", "Growing up Creepie" e "Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas" podem ajudar a mudar a ideia de que tudo o que é diferente é negativo e deve ser evitado. No entanto, a divulgação dada a esses cartoons, quando comparada com a divulgação dos cartoons que demonstram os alternativos como os "maus da fita", é muito pouca. Esperemos que de futuro, isso mude.

 

 

Bem, little creatures, espero que tenham gostado!

 

Bat Kisses

 

Oriana Bats

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